Vilhena (RO) – Um caso que chocou a sociedade de Rondônia teve seu desfecho nesta segunda-feira (14), quando a jovem Ana Clara Messias Marquezini, neta de um respeitado cirurgião da cidade, foi condenada a 23 anos de prisão em regime fechado. Ela foi considerada a mandante do assassinato do ex-namorado, Carlos Pedro Garcia dos Santos Júnior, conhecido como "Juninho Laçador", um campeão de rodeios na região.
O crime ocorreu em dezembro de 2022, mas só agora chegou ao fim com o julgamento no Tribunal do Júri de Vilhena, que durou cerca de 12 horas. A ré, que já estava presa desde o início das investigações, manteve-se serena e negou envolvimento no homicídio, mesmo após fortes evidências apresentadas pela acusação.
Durante o interrogatório, Ana Clara afirmou que seu sonho era seguir carreira na medicina, como o avô, e que já havia sido aprovada em dois vestibulares. “Minha intenção era salvar vidas, não tirá-las”, disse. No entanto, a versão da defesa não convenceu o júri, que acolheu a tese do Ministério Público, representado pelos promotores Rodrigo Leventi Guimarães e Vinícius Basso de Oliveira.
A juíza Liliane Pegoraro Bilharva classificou o crime como homicídio duplamente qualificado e hediondo, proferindo a sentença de 23 anos de reclusão. A magistrada também negou o direito de recorrer em liberdade, mantendo a ré no presídio feminino de Vilhena.
Um momento marcante do julgamento foi quando a família da vítima deixou o plenário durante a defesa da acusada, retornando apenas após o término da fala dos advogados, gesto que emocionou o público presente.
O crime, que também envolveu outros dois participantes já condenados, ganhou ainda mais notoriedade após a ré afirmar que foi incriminada pelos comparsas como forma de vingança por ter, supostamente, os denunciado à polícia.
Justiça foi feita, dizem familiares da vítima
Juninho Laçador, como era conhecido no circuito de rodeios, tinha grande reconhecimento na região. O caso comoveu moradores de Ji-Paraná e outras cidades do estado, gerando ampla repercussão nas redes sociais e imprensa.
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