Durante uma audiência pública realizada em Ji-Paraná nesta segunda-feira (19), promovida pela Comissão de Infraestrutura do Senado Federal para debater a concessão da BR-364, um episódio de tensão marcou os trabalhos: Mário Angelino Moreira, conhecido como Jabá, servidor comissionado da Secretaria Estadual de Saúde, tentou invadir o plenário da Câmara Municipal.
Jabá, que ocupa um cargo de confiança no governo de Marcos Rocha (União Brasil) e recebe um salário de R$ 22.590,61, compareceu à audiência em Ji-Paraná e se dirigiu de forma agressiva à comissão. Ele confrontou diretamente o senador Marcos Rogério (PL), considerado rival político do governador desde as eleições de 2022. A ausência do governador Rocha foi criticada, especialmente por enviar um servidor da saúde a um evento de infraestrutura.
Durante o momento mais tenso, Jabá tentou pular a divisória da galeria para o plenário, sendo contido pela polícia legislativa. A cena gerou revolta entre os parlamentares e levantou suspeitas sobre uma possível ação orientada pelo Executivo estadual para tumultuar os trabalhos.
Em sua fala, o comissionado acusou Marcos Rogério de ser o responsável pela privatização da BR-364, afirmando que o processo começou ainda na gestão de Tarcísio de Freitas no Ministério da Infraestrutura. Além disso, utilizou termos pejorativos para se referir ao senador, chamando-o de "pit bull de Bolsonaro", e também atacou outros parlamentares presentes.
O deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil) repudiou publicamente a postura de Jabá. Outro parlamentar aliado de Marcos Rocha afirmou:
“Foi uma atitude desrespeitosa. Lamentamos que o governador não tenha comparecido e que tenha enviado, em seu lugar, um servidor da saúde, pago com recursos públicos, para tentar tumultuar um debate democrático e de interesse direto da população rondoniense”.
A audiência em Ji-Paraná é a primeira de duas agendas organizadas pela Comissão de Infraestrutura do Senado para discutir os impactos da concessão do trecho entre Vilhena e Porto Velho. Estiveram presentes lideranças empresariais, representantes de comunidades indígenas, autoridades locais e membros da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A conduta do servidor e a ausência do governador reforçaram críticas à falta de comprometimento do governo estadual em dialogar com a sociedade sobre temas relevantes para Rondônia. A tentativa de interromper os debates foi considerada por muitos uma afronta ao processo democrático.
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