Polícia Operação Shadow

Quadrilha de Traficantes que Abastecia Servidores do STF é Desmantelada pela Polícia

A quadrilha utilizava grupos de WhatsApp para realizar as transações entre traficantes e usuários, empregando múltiplos endereços para despistar a vigilância policial.

11/10/2024 16h29
Por: Redação Fonte: Folha de Ji-Paraná
Foto: Internet/Reprodução
Foto: Internet/Reprodução

Na manhã desta quinta-feira (10/10), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma organização criminosa que fornecia drogas, como cocaína e maconha, a servidores e funcionários terceirizados do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, batizada de "Shadow", foi realizada nas regiões de Samambaia, Ceilândia e Águas Lindas, contando com a participação de cerca de 50 policiais, incluindo a Divisão de Operações Especiais (DOE).

Esquema de Funcionamento da Quadrilha

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Após um ano de investigações, a polícia conseguiu identificar quatro principais suspeitos envolvidos no esquema. A quadrilha utilizava grupos de WhatsApp para realizar as transações entre traficantes e usuários, empregando múltiplos endereços para despistar a vigilância policial.

Os principais investigados são:

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  • Alvo 1: Um homem de 34 anos, atuava na logística de distribuição das drogas. Possui histórico criminal por violência doméstica e lesão corporal.
  • Alvo 2: Homem de 37 anos, com antecedentes de tráfico e porte de drogas desde 2009. Era um dos maiores fornecedores do grupo.
  • Alvo 3: Um jovem de 23 anos, residente em Águas Lindas, que usava diversos endereços para evitar a polícia. Possui registros por porte de entorpecentes.
  • Alvo 4: Um homem de 36 anos, morador de Ceilândia, que mesmo em prisão domiciliar, continuava atuando na organização. Seu histórico inclui roubo e porte de arma.

Os suspeitos responderão por tráfico de drogas e associação ao tráfico, podendo ser condenados a até 15 anos de prisão. O nome da operação, "Shadow", faz referência ao fato de a quadrilha atuar "nas sombras" da lei.

Resposta do STF

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Em nota, o STF esclareceu que está colaborando com as investigações e que a operação policial se refere a um suposto fornecimento de drogas em um estacionamento próximo à Corte, que não pertence ao tribunal. O STF informou que tentou regularizar o controle do local junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas não obteve autorização. A nota também destacou que não há indícios de envolvimento de servidores do tribunal nos crimes.

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