Na manhã desta quinta-feira (10/10), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma organização criminosa que fornecia drogas, como cocaína e maconha, a servidores e funcionários terceirizados do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, batizada de "Shadow", foi realizada nas regiões de Samambaia, Ceilândia e Águas Lindas, contando com a participação de cerca de 50 policiais, incluindo a Divisão de Operações Especiais (DOE).
Esquema de Funcionamento da Quadrilha
Após um ano de investigações, a polícia conseguiu identificar quatro principais suspeitos envolvidos no esquema. A quadrilha utilizava grupos de WhatsApp para realizar as transações entre traficantes e usuários, empregando múltiplos endereços para despistar a vigilância policial.
Os principais investigados são:
Os suspeitos responderão por tráfico de drogas e associação ao tráfico, podendo ser condenados a até 15 anos de prisão. O nome da operação, "Shadow", faz referência ao fato de a quadrilha atuar "nas sombras" da lei.
Resposta do STF
Em nota, o STF esclareceu que está colaborando com as investigações e que a operação policial se refere a um suposto fornecimento de drogas em um estacionamento próximo à Corte, que não pertence ao tribunal. O STF informou que tentou regularizar o controle do local junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas não obteve autorização. A nota também destacou que não há indícios de envolvimento de servidores do tribunal nos crimes.