Boa Vista, RR – A Justiça negou pela terceira vez o pedido de liberdade do empresário rondoniense Bruno Mendes de Jesus, preso com uma das maiores apreensões de ouro já realizadas no Brasil — 103 kg avaliados em cerca de R$ 61 milhões. Ele segue detido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Roraima.
Bruno Mendes foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-401, na ponte dos Macuxis, dirigindo uma caminhonete Hilux 2024, acompanhado da esposa e do filho de 9 meses. Durante a abordagem, os agentes encontraram as barras de ouro escondidas no painel e em compartimentos do veículo, configurando a maior apreensão da PRF no país.
O empresário está preso preventivamente desde a audiência de custódia, sob a justificativa da necessidade de preservar as investigações, dado o alto valor do ouro e suspeitas de ligação com organizações criminosas.
O primeiro pedido de liberdade, negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) no início do mês, alegava a responsabilidade de Bruno pelo sustento da família, já que sua esposa, a blogueira Suzy Alencar, está desempregada. A defesa também recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), argumentando que a penitenciária tem histórico de violência e que a prisão preventiva seria ilegal por ter sido decretada apenas porque Bruno permaneceu em silêncio sobre a origem do ouro. O STJ negou o pedido, destacando que o processo ainda estava sob análise do TRF1.
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A decisão mais recente, assinada pelo desembargador federal Marcus Vinicius Reis Bastos, reafirmou a manutenção da prisão para evitar a prática de novos crimes, enfatizando que o caso envolve mais do que simples transporte irregular de ouro.
A defesa, por meio de nota, declarou que Bruno Mendes é um “trabalhador que, como milhares de brasileiros, atua em atividades relacionadas ao setor mineral, que embora possam se desenvolver em áreas de tensão regulatória, são, para muitos, meio de subsistência e única alternativa de sobrevivência.”
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