A seca histórica que atinge a região central de Rondônia já mostra impactos visíveis no nível do Rio Machado, que nesta quarta-feira (20) atingiu a marca de 6,65 cm, ficando a apenas 43 cm da cota considerada crítica (6,22 cm), de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA).
Apesar da baixa preocupante, autoridades afirmam que a situação ainda está dentro da normalidade para esta época do ano. “No mesmo período do ano passado, o nível estava ainda mais baixo”, informou Meire Zanetim, coordenadora da Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec). Mesmo assim, ela alerta: “Com o surgimento de muitos poços no leito do rio, os banhistas devem redobrar a atenção”.
A situação, típica do "verão amazônico", é agravada pela ausência de chuvas frequentes nos últimos três meses. Segundo a Defesa Civil, a estiagem também aumenta o risco de queimadas, tanto na zona urbana quanto nas áreas rurais. A expectativa, segundo Meire, é que as campanhas de educação ambiental ajudem a conter os focos de incêndio.
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O alerta é reforçado por Manoel Batista, presidente da Colônia de Pescadores Z-9, com sede em Ji-Paraná. Para ele, o pior ainda está por vir: "Setembro, outubro e metade de novembro são os meses mais críticos do verão amazônico", afirmou. Ele ressalta que o nível da água tende a cair ainda mais, acompanhado por temperaturas elevadas e aumento do consumo de água.
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