Economia R$12 Milhões por Mês
Pedágio na BR-364 dispara custos e irão gerar impacto anual de R$ 144 Milhões para empresas em Rondônia no setor logístico
Pedágio na BR-364 começa dia 12 e pode gerar impacto anual de R$ 144 milhões para empresas e caminhoneiros em Rondônia.
11/01/2026 11h46 Atualizada há 13 horas
Por: Redação Fonte: Folha de Ji-Paraná
Foto: Folha de Ji-Paraná

Cobrança começa nesta segunda-feira (12) e preocupa caminhoneiros, transportadoras e setor de alimentos. Para acompanhar novas atualizações sobre esta notícia e outras ocorrências em Ji-Paraná e regiãoacesse nosso grupo no WhatsApp.

A cobrança de pedágio na BR-364, rodovia federal recentemente concedida à iniciativa privada, deve gerar um impacto financeiro estimado em R$ 144 milhões por ano para empresas de transporte e caminhoneiros em Rondônia, segundo cálculos do sindicato da categoria. A tarifa passa a valer a partir desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, e já provoca forte reação do setor produtivo.


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Carreta de 9 eixos pagará mais de R$ 2,3 mil por viagem completa

De acordo com os dados apresentados, um proprietário de carreta de 9 eixos, ao sair de Vilhena com destino ao Porto Graneleiro de Porto Velho e retornar ao município de origem, terá de desembolsar R$ 2.316,80 por viagem (ida e volta).

Se o mesmo motorista realizar quatro viagens por mês, o custo apenas com pedágio sobe para R$ 9.267,20. Para acompanhar o andamento das investigações e outras notícias policiais, você também pode ingressar no grupo no WhatsApp.

Concessionária pode faturar mais de R$ 12 milhões por mês

O impacto se torna ainda maior quando considerados os volumes mensais de tráfego. Segundo o Sinttrar (Sindicato dos Motoristas do Transporte Rodoviário do Estado de Rondônia), cerca de 1.300 carretas de 9 eixos trafegam mensalmente pela rodovia para o transporte de grãos.

Com base nesses números, a estimativa é de:

Período Base de Cálculo Valor (R$)
Por viagem (ida e volta) 1 carreta (9 eixos) 2.316,80
Por carreta (mensal) 4 viagens 9.267,20
Total mensal 1.300 carretas 12.047.360,00
Média diária 30 dias 401.578,67
Total anual 12 meses 144.568.320,00

Os dados foram repassados pela Folha de Ji-Paraná e reforçam o peso da cobrança para o setor logístico.

Mais de 5 mil carretas circulam diariamente pela BR-364

Segundo o presidente do Sinttrar, Antônio Carlos da Silva, conhecido como Da Silva, o impacto pode ser ainda maior.
Mais de 5 mil carretas trafegam diariamente pela BR-364. Só o Grupo Amaggi, por exemplo, utiliza mais de 1 mil carretas para transportar soja até o Porto da Capital, retornando ao Sul do Estado com cargas como ração e alimentos”, explicou.

Frete e alimentos podem ficar mais caros no Norte

Motoristas que realizam fretes diários de alimentos já demonstram preocupação com possíveis reajustes. O caminhoneiro Raimundo de Souza, que percorre semanalmente o trecho entre Porto Velho e Jaru, estima que pagará cerca de R$ 320,00 ida e volta apenas em pedágio.

É um custo extra que pesa no bolso. Isso pode acabar refletindo no valor do frete”, afirmou.

Veículos menores também sentirão o impacto

De acordo com apuração, automóveis e caminhonetes com semirreboque (categoria 3) pagarão cerca de R$ 86,85 no trajeto entre Porto Velho e Jaru. Com o retorno, o valor total chega a R$ 172,00 apenas em pedágio.

Bancada federal promete acionar a Justiça

No sábado, 3 de janeiro de 2026, a bancada federal de Rondônia divulgou uma nota de repúdio contra a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo os parlamentares, os pedágios são abusivos e resultam de uma decisão unilateral do governo federal, sem aprovação do Congresso Nacional.

A nota destaca ainda que o edital prevê tarifas elevadas, pouca duplicação e demora no início das obras, ignorando a realidade econômica do Estado. Para receber atualizações constantes, participe também do nosso Grupo de WhatsApp.

Com o início da cobrança do pedágio na BR-364, Rondônia entra em um novo cenário logístico, marcado por custos elevados, preocupação com o preço dos alimentos e tensão entre caminhoneiros, empresas e autoridades políticas. O tema deve continuar no centro do debate nos próximos dias.

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