Cobrança começa nesta segunda-feira (12) e preocupa caminhoneiros, transportadoras e setor de alimentos. Para acompanhar novas atualizações sobre esta notícia e outras ocorrências em Ji-Paraná e região — acesse nosso grupo no WhatsApp.
A cobrança de pedágio na BR-364, rodovia federal recentemente concedida à iniciativa privada, deve gerar um impacto financeiro estimado em R$ 144 milhões por ano para empresas de transporte e caminhoneiros em Rondônia, segundo cálculos do sindicato da categoria. A tarifa passa a valer a partir desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, e já provoca forte reação do setor produtivo.
Carreta de 9 eixos pagará mais de R$ 2,3 mil por viagem completa
De acordo com os dados apresentados, um proprietário de carreta de 9 eixos, ao sair de Vilhena com destino ao Porto Graneleiro de Porto Velho e retornar ao município de origem, terá de desembolsar R$ 2.316,80 por viagem (ida e volta).
Se o mesmo motorista realizar quatro viagens por mês, o custo apenas com pedágio sobe para R$ 9.267,20. Para acompanhar o andamento das investigações e outras notícias policiais, você também pode ingressar no grupo no WhatsApp.
Concessionária pode faturar mais de R$ 12 milhões por mês
O impacto se torna ainda maior quando considerados os volumes mensais de tráfego. Segundo o Sinttrar (Sindicato dos Motoristas do Transporte Rodoviário do Estado de Rondônia), cerca de 1.300 carretas de 9 eixos trafegam mensalmente pela rodovia para o transporte de grãos.
Com base nesses números, a estimativa é de:
| Período | Base de Cálculo | Valor (R$) |
|---|---|---|
| Por viagem (ida e volta) | 1 carreta (9 eixos) | 2.316,80 |
| Por carreta (mensal) | 4 viagens | 9.267,20 |
| Total mensal | 1.300 carretas | 12.047.360,00 |
| Média diária | 30 dias | 401.578,67 |
| Total anual | 12 meses | 144.568.320,00 |
Os dados foram repassados pela Folha de Ji-Paraná e reforçam o peso da cobrança para o setor logístico.
Mais de 5 mil carretas circulam diariamente pela BR-364
Segundo o presidente do Sinttrar, Antônio Carlos da Silva, conhecido como Da Silva, o impacto pode ser ainda maior.
“Mais de 5 mil carretas trafegam diariamente pela BR-364. Só o Grupo Amaggi, por exemplo, utiliza mais de 1 mil carretas para transportar soja até o Porto da Capital, retornando ao Sul do Estado com cargas como ração e alimentos”, explicou.
Frete e alimentos podem ficar mais caros no Norte
Motoristas que realizam fretes diários de alimentos já demonstram preocupação com possíveis reajustes. O caminhoneiro Raimundo de Souza, que percorre semanalmente o trecho entre Porto Velho e Jaru, estima que pagará cerca de R$ 320,00 ida e volta apenas em pedágio.
“É um custo extra que pesa no bolso. Isso pode acabar refletindo no valor do frete”, afirmou.
Veículos menores também sentirão o impacto
De acordo com apuração, automóveis e caminhonetes com semirreboque (categoria 3) pagarão cerca de R$ 86,85 no trajeto entre Porto Velho e Jaru. Com o retorno, o valor total chega a R$ 172,00 apenas em pedágio.
Bancada federal promete acionar a Justiça
No sábado, 3 de janeiro de 2026, a bancada federal de Rondônia divulgou uma nota de repúdio contra a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo os parlamentares, os pedágios são abusivos e resultam de uma decisão unilateral do governo federal, sem aprovação do Congresso Nacional.
A nota destaca ainda que o edital prevê tarifas elevadas, pouca duplicação e demora no início das obras, ignorando a realidade econômica do Estado. Para receber atualizações constantes, participe também do nosso Grupo de WhatsApp.
Com o início da cobrança do pedágio na BR-364, Rondônia entra em um novo cenário logístico, marcado por custos elevados, preocupação com o preço dos alimentos e tensão entre caminhoneiros, empresas e autoridades políticas. O tema deve continuar no centro do debate nos próximos dias.
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