Paciente de 42 anos está internada na UFMG após complicações severas; Anvisa já proibiu o produto no Brasil. Para acompanhar novas atualizações sobre esta notícia e outras ocorrências em Ji-Paraná e região — acesse nosso grupo no WhatsApp.
Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG), após apresentar complicações graves de saúde relacionadas ao uso de uma “caneta emagrecedora” importada ilegalmente do Paraguai, sem prescrição médica.
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Sintomas surgiram em dezembro e evoluíram rapidamente
Segundo relatos da família, os problemas de saúde começaram em dezembro de 2025, logo após o início do uso do medicamento. A paciente apresentou urina avermelhada e fraqueza muscular progressiva, sintomas que se intensificaram com o passar dos dias. Para acompanhar o andamento das investigações e outras notícias policiais, você também pode ingressar no grupo no WhatsApp.
No dia 17 de dezembro, ela foi internada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, com fortes dores abdominais. Após oito dias de internação, recebeu alta com suspeita de intoxicação medicamentosa, mas o quadro clínico piorou rapidamente após retornar para casa.
Perda de movimentos e nova internação
Nos dias seguintes à alta, a mulher passou a perder força muscular de forma acentuada, chegando ao ponto de não conseguir se levantar ou caminhar sozinha. Diante da gravidade, ela precisou ser novamente internada em 28 de dezembro.
Além dos sintomas iniciais, o quadro evoluiu para insuficiência respiratória e complicações neurológicas, exigindo cuidados intensivos e monitoramento constante.
Doenças raras estão entre as hipóteses médicas
A equipe médica passou a investigar causas mais complexas. Inicialmente, foi considerada a síndrome de Guillain-Barré, condição em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos.
Posteriormente, os profissionais também passaram a apurar a possibilidade de porfiria intermitente aguda, uma doença genética rara que pode ser desencadeada por determinados medicamentos, especialmente quando utilizados sem acompanhamento médico.
Origem ilegal impediu análise do medicamento
A família tentou que o produto fosse analisado pelos médicos, mas a avaliação não pôde ser realizada devido à origem ilegal do medicamento.
“Meu pai pegou a ampola em casa, levou para o hospital para fazer a análise, e lá eles não conseguiram porque era um medicamento do Paraguai”, relatou a filha da paciente.
O fato dificultou a identificação precisa da substância e de sua composição.
Anvisa proibiu canetas emagrecedoras irregulares
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em novembro de 2025, a importação, fabricação, distribuição, venda e uso de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil. A medida visa reduzir riscos graves à saúde pública, como intoxicações severas e até mortes.
Casos semelhantes já foram registrados no país, sempre associados ao uso sem prescrição médica e à falta de controle sanitário. Para receber atualizações constantes, participe também do nosso Grupo de WhatsApp.
O caso reforça um alerta urgente sobre os perigos do uso de medicamentos clandestinos para emagrecimento. A paciente segue internada em estado grave, enquanto médicos tentam identificar a causa exata das complicações e autoridades reforçam os riscos desses produtos ilegais.
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