Saúde Crise Financeira
Hospital de Amor anuncia corte de até 80% nas atividades em Ji-Paraná após restrição de emendas orçamentárias
Fim do ciclo de emendas parlamentares atinge carretas de prevenção, exames de Papanicolau, mutirões de catarata e coloca em risco o funcionamento do Hospital DREAM da Amazônia.
08/10/2026 10h39
Por: Redação Fonte: Folha de Ji-Paraná
Foto: Folha de Ji-Paraná

A saúde pública de Rondônia enfrenta um momento de extrema preocupação com o anúncio da drástica redução nos atendimentos do Hospital de Amor. Para acompanhar novas atualizações sobre esta notícia e outras ocorrências em Ji-Paraná e região — acesse nosso grupo no WhatsApp.

A instituição confirmou que os serviços de prevenção, rastreamento, diagnóstico precoce e cirurgias passarão por fortes cortes financeiros ainda este ano no estado, impactando diretamente os polos de Ji-Paraná e Vilhena.

O principal motivo da crise é o encerramento do ciclo parlamentar da deputada federal Silvia Cristina, que vinha sendo a principal responsável pela alocação de emendas para o custeio operacional e manutenção das estruturas.

Sem a perspectiva de novos aportes orçamentários pelo mandato, a unidade de Ji-Paraná — que funciona como Centro de Prevenção e Diagnóstico de Câncer no bairro Colina Park II — prevê uma redução de aproximadamente 80% de suas atividades.

Com o corte de verbas, projetos vitais já começaram a ser desmobilizados: as carretas itinerantes de prevenção foram suspensas, os programas de detecção precoce de câncer de pele e de boca foram paralisados, a oferta de preventivo (Papanicolau) sofreu interrupção e o projeto "Olhar de Amor", focado em cirurgias oftalmológicas e mutirões de catarata para moradores da região central, foi oficialmente encerrado.

Em Vilhena, no Cone Sul, a previsão técnica indica que a unidade opere com apenas 50% de sua capacidade operacional até novembro. Para acompanhar os desdobramentos de decisões sobre a saúde pública estadual, você também pode ingressar no grupo no WhatsApp.

A retração atinge também o Hospital de Reabilitação DREAM da Amazônia, referência em toda a Região Norte no fornecimento de tecnologia assistiva e produção de próteses ortopédicas.

A unidade funcionará com menos da metade da capacidade até janeiro e corre sério risco de fechar as portas no início de 2027 caso não haja um convênio emergencial firmado com o Governo de Rondônia.

As unidades afetadas operam sob a gestão da Fundação Pio XII. A direção nacional do Hospital de Amor informou que prepara um comunicado oficial para apresentar o plano de contingenciamento da instituição.

Em nota, Silvia Cristina destacou que buscará alternativas institucionais nos limites legais até o encerramento de sua gestão, mas admitiu a limitação prática de alocar novos recursos neste fechamento de ciclo parlamentar em toda a região.

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