Polícia Ameaça com Faca
Reclamação sobre som alto em igreja termina em denúncias de ameaça, dano e socorro do Samu no bairro Rondon em Ji-Paraná
Mãe relata que barulho dos cultos prejudica filhos gêmeos de 3 anos com autismo; responsável pelo templo acusa vizinha de quebrar câmera e ameaçar fiéis com faca.
28/10/2026 17h56
Por: Redação Fonte: Folha de Ji-Paraná
Foto: Folha de Ji-Paraná

Um acalorado desentendimento entre a liderança de um templo religioso e uma moradora vizinha mobilizou guarnições da Polícia Militar de Rondônia (PMRO) e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite de segunda-feira (26), por volta das 21h45, no bairro Marechal Rondon, no município de Ji-Paraná, no estado de Rondônia.

A disputa foi motivada por constantes atritos sobre o volume do som propagado durante as celebrações e cultos religiosos. Para acompanhar novas atualizações sobre esta notícia e outras ocorrências em Ji-Paraná e região — acesse nosso grupo no WhatsApp.

Conforme a narrativa prestada pelo dirigente responsável pela igreja, os atritos com a vizinha vinham se repetindo ao longo dos últimos dias.

Ele relatou aos policiais militares que a mulher proferiu insultos contra fiéis que participavam das reuniões de fé, teria feito ameaças utilizando uma faca contra frequentadores e danificado intencionalmente uma câmera de segurança fixada na fachada do prédio religioso.

Por sua vez, a moradora apresentou uma versão divergente à guarnição policial. Mãe de quatro filhos, ela explicou que duas das crianças são irmãos gêmeos de 3 anos de idade, diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que lhes confere hipersensibilidade auditiva severa a ruídos estridentes.

Segundo a mãe, as emissões sonoras dos cultos geravam crises contínuas de choro e sofrimento nos meninos. Para acompanhar os plantões policiais, registros de perturbação do sossego, ocorrências do SAMU e intervenções da PM em tempo real, você também pode ingressar no grupo no WhatsApp.

Ela declarou que procurou a igreja para solicitar a moderação do volume, mas que seus apelos eram ignorados e que alguns membros teriam passado a elevar a intensidade do som de forma deliberada e a lançar provocações verbais.

Durante o desenrolar da ocorrência policial no endereço, o clima de tensão fez o estado de saúde da mulher se descompensar gravemente. Portadora de histórico clínico de convulsões, a moradora começou a apresentar tremores involuntários generalizados e quadro severo de insuficiência respiratória.

Diante do agravamento do quadro clínico, os policiais militares interromperam imediatamente a tomada de depoimentos, prestaram manobras iniciais de suporte básico e acionaram com urgência a equipe médica do Samu, que estabilizou a paciente e providenciou o atendimento necessário.

A equipe do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) formalizou o boletim de ocorrência com as declarações de ambas as partes. Participe do Grupo no WhatsApp da Folha de Ji-Paraná e receba notícias urgentes, prisões, operações e plantões policiais de Ji-Paraná.

O caso foi encaminhado para a sede da Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde a Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO) dará prosseguimento às investigações para apurar as acusações mútuas de ameaça, injúria, dano ao patrimônio e perturbação do sossego alheio em Ji-Paraná e em toda a região.

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