O grito sufocado de quem trabalha de sol a sol para colocar comida na mesa e garantir um teto digno para a família ecoou com força e dor na tarde desta sexta-feira (30).
Em frente a uma agência de atendimento da concessionária Energisa, uma trabalhadora e mãe de família gravou um desabafo dilacerante no Tiktok, em lágrimas, segurando uma fatura de energia elétrica à qual considera com valor abusivo de quase R$ 500 — quantia equivalente ao valor integral do seu aluguel.
Para acompanhar novas atualizações sobre esta notícia e outras ocorrências em Ji-Paraná e região — acesse nosso grupo no WhatsApp. Vestindo o uniforme do trabalho logo após deixar o expediente por volta das 15h, a jovem mãe expôs a crueldade de uma cobrança inexplicável.
Ela sustenta duas crianças pequenas sozinha, passa o dia inteiro fora de casa trabalhando honestamente e não possui nenhum aparelho de alto consumo, como ar-condicionado.
A residência humilde conta apenas com um ventilador, uma televisão e uma máquina de lavar roupas. Participe do Grupo no WhatsApp da Folha de Ji-Paraná e receba notícias urgentes, prisões, operações e plantões policiais de Ji-Paraná.
Em seu relato emocionado, a moradora detalhou a rotina de sacrifícios para não deixar a fatura subir: pontualmente às 18h, apaga todas as lâmpadas da casa para economizar cada centavo de energia.
Ao longo de todo o ano de 2026, suas faturas giravam entre R$ 100, R$ 120 e no máximo R$ 157. No mês anterior, o valor já havia subido assustadoramente para mais de R$ 300, obrigando-a a deixar outras contas essenciais atrasadas para não ter a energia cortada.
Agora, a dor veio em dobro: a concessionária emitiu uma cobrança de R$ 488,63, colocando a mãe em um beco sem saída.
"Ou eu pago o meu aluguel para ter onde morar com meus filhos, ou eu pago a energia. Isso é desumano! Tenham misericórdia de quem trabalha!", desabafou aos prantos a trabalhadora, temendo que seus filhos fiquem no escuro e no calor sufocante caso a empresa efetue a suspensão do fornecimento.
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Ao procurar a agência física da Energisa em busca de uma revisão justa e urgente, a consumidora se deparou com a frieza burocrática do atendimento.
Segundo ela, a atendente limitou-se a afirmar que nada poderia ser feito no local e exigiu que ela levasse a foto do relógio medidor para que uma nova conferência fosse solicitada.
O drama vivido por essa trabalhadora não é um caso isolado e expõe a vulnerabilidade de milhares de famílias rondonienses que sofrem com faturas exorbitantes e o medo constante do corte de um serviço essencial à dignidade humana em Ji-Paraná e todo estado de Rondônia.
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