A confirmação de 35 casos de Mpox (também conhecida como varíola do macaco) no Amazonas colocou as autoridades de saúde em alerta. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) está monitorando de perto a situação, enquanto a população e os órgãos locais, como a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), intensificam as ações de prevenção.
Em resposta ao surto, a Aleam está reforçando as medidas de prevenção entre seus servidores. O diretor de Saúde da Assembleia, médico Arnoldo Andrade, destaca a importância de identificar rapidamente os sintomas da doença e buscar orientação médica assim que os primeiros sinais aparecerem.
A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, mas normalmente apresenta sintomas mais leves. Entre os primeiros sinais estão: febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, inchaço dos linfonodos (ínguas) e, o mais característico, erupções cutâneas que evoluem para bolhas e, eventualmente, crostas. O médico Arnoldo Andrade explica que esse aspecto das erupções é o que diferencia a Mpox de outras viroses.
A transmissão do vírus Mpox ocorre principalmente por contato direto com as lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. Além disso, o contato com objetos contaminados (como roupas de cama ou toalhas) e a exposição a gotículas respiratórias durante contato prolongado face a face também são formas de contágio. Por isso, o isolamento de pessoas infectadas é fundamental para evitar a propagação do vírus.
Em relação ao tratamento, a doença não possui um medicamento específico, mas os sintomas, como dor e febre, podem ser tratados para aliviar o quadro clínico.
O diretor de Saúde da Aleam orienta todos os servidores a procurarem o Centro Médico caso identifiquem qualquer sintoma suspeito, assegurando um diagnóstico precoce e o início imediato das medidas necessárias para garantir a saúde de todos.
"Estamos acompanhando a situação epidemiológica no Estado e a saúde dos nossos servidores é uma prioridade", afirmou Arnoldo Andrade. Ele também reforçou que a higiene das mãos, o isolamento de infectados e o cuidado com o contato próximo com pessoas sintomáticas são essenciais para a prevenção da varíola do macaco.
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